terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PARA QUEM GOSTA DE DIFICULDADES BIBLICAS:

DEVOCIONAL: (22/12/15)
PARA QUEM GOSTA de dificuldades Bíblicas: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, DESCANSOU no sétimo dia” (Gn 2:2). “O Criador não SE CANSA nem se fadiga” (Is 40:28). À Primeira vista os textos parecem contraditórios.
No texto “DESCANSOU” não há qualquer ideia de cansaço; a ideia expressa é de realização daquilo que havia planejado. Os pais, quando os filhos concluem um curso, ou habilitados profissionalmente, ou quando se casam, costumam dizer: “estou descansado!”; isto não quer dizer que estava cansado, mas realizado, objetivo alcançado.
O texto de Isaías “DEUS NÃO SE CANSA” mostra a disposição permanente de Deus a favor do seu povo; nunca está desanimado em ajudar aquele que o procura; está sempre pronto a renovar as forças dos que n’Ele esperam (vs 29-31).
Ele não se cansa em perdoar e nos ajudar quando chegamos a Ele contritos; até ensinou, a nós, humanos e falhos, que a regra do perdão é 70 X ; entende-se no dia, pois ao cristão é dito: “Não deixem que o sol se ponha com vocês ainda irados” (Ef 4:26). 70 X 7 também não é uma questão matemática: perdoo 490 vezes e pronto.
O número 7 na Bíblia tem a ideia de perfeição, portanto, Jesus multiplicou por 70, o que quer dizer perdão sem limites. Como costumamos dizer: comigo é 8 ou 80; que significa: sou radical, não desisto; Deus é radical no amar e perdoar, Ele não desiste; e nos ensina a proceder assim em relação ao nosso semelhante. Certamente que isto não encoraja a pecar, pelo contrário, nos constrange em não ofender ao Deus que demonstra tão grande amor para conosco.
Então se ARREPENDEU Jeová de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração (Gn 6:6).Deus não é homem para que minta; nem filho do homem, para que se ARREPENDA (Nm 23:19). No primeiro texto, “ARREPENDER” significa mudança de atitudes e ações; significa lastimar, deplorar, ficar pesaroso; assim, Deus lastimou que suas criaturas tivessem se desviado de seu propósito inicial.
No segundo caso, Deus NÃO SE ARREPENDE das promessas e alianças feitas, como disse Paulo em relação ao Israel natural e infiel a ser restaurado no fim dos dias: “Porque os dons e a vocação de Deus são sem ARREPENDIMENTO” (Rm 11:29). Veja no caso da cidade de Nínive: Deus havia decretado sua destruição, mas diante do arrependimento do povo, Deus também se ARREPENDEU do castigo que lhes traria; quer dizer: mudou sua atitude em relação aos Ninivitas (Jn 3:1-10).
Textos aparentemente contraditórios, mas na verdade são muito esclarecedores sobre o caráter de Deus. Ele se “ARREPENDE”, muda de atitude e ação, quando é para perdoar e restaurar; mas NÃO SE ARREPENDE das promessas feitas, e de nos amar incondicionalmente, como é dito: “Se formos infiéis, Ele permanece fiel” (II Tm 2:13). Somos chamados à perseverança e fidelidade; mas a salvação se baseia na fidelidade de Deus.
Dois relatos sobre a conversão de Saulo no caminho de Damasco também parecem contraditórios: Em Atos 9:7 é dito: E os varões, que iam com ele (Saulo), pararam espantados, OUVINDO A VOZ, mas não vendo ninguém; já no discurso de Paulo em sua defesa (At 22:9), ele disse: E os que estavam comigo, viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas NÃO OUVIRAM a voz daquele que falava comigo.
No primeiro caso eles “OUVIRAM” o som, mas não entenderam a mensagem; apenas Paulo; e, na segunda citação, “NÃO OUVIRAM”, quer dizer a mesma coisa: não entenderam.

A RECONSTRUÇÃO DO TERCEIRO TEMPLO!!!

DEVOCIONAL: (22/12/15)
NA NOITE deste sábado, em minha comum Congregação, na pregação foi abordado a reconstrução do terceiro templo em Jerusalém, durante a Grande Tribulação, logo após o arrebatamento da Igreja; reportei-me ao Muro das Lamentações; a única parede que restou do templo de Salomão, reconstruído por Herodes, e que se tornou lugar de júbilo nacional e de reverência ao Deus de Israel.
Como sabemos, o local em que o Templo será reconstruído é hoje a Mesquita de Omar, que ficou ainda mais “brilhante” quando em 1994 o rei Hussein, da Jordânia, cobriu a cúpula com 85 quilos de ouro misturado com cobre e metal; e a disputa do local tem se acirrado após a guerra de 1967 quando Israel reconquistou o território Árabe, porém, a custódia do local continuou sendo da Jordânia.
O uso do Kipá [gorrinho] cujo significado é “arco”, é um lembrete constante da presença de Deus aos judeus, e de que há Alguém Maior o acompanhando e o protegendo em todos os lugares; inicialmente estava associado à humildade, lembrando que a “cabeça” deve ser guiada por Deus; contudo, o seu uso não consta de mandamento específico; ainda que haja interpretações. O fato de orarem meneando as cabeças é um lamento de quando lhes foi permitido durante o período bizantino entrar apenas uma vez por ano no aniversário da destruição, quando choravam sobre as ruínas do templo.
O apóstolo Paulo, um judeu da tribo de Benjamim, entendeu que na Nova Aliança o homem não deve mais trazer uma cobertura sobre a cabeça ao orar, pois Cristo é agora a cabeça do varão cristão; e Deus a cabeça de Cristo (I Co 11:3, 4)
O Muro das Lamentações é o que restou do Templo de Salomão onde a gloria de Deus se manifestava, ficou como um marco para que se saiba o lugar, pois os povos através dos tempos tentaram por todos os meios apagar essa história e, com isto, apagar o nome de Jeová e da cidade de Jerusalém.
Mas só o fato de Israel existir como nação, depois da última diáspora que durou 1878 anos [70-1948) quando vagaram pelo mundo, sem pátria e odiado por todos os povos, deve ser visto pelo Israel espiritual [os cristãos] como um milagre de Deus em cumprimento a Sua Palavra: “Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho” (Jr 31:10).
Os tempos se aproximam, e embora tenham surgido muitos anticristos; o personagem principal que governará o mundo após o arrebatamento e durante a Tribulação de 7 anos, já se aproxima. Quando Jesus disse “Olhai para a figueira” [Lucas 21:29] como um dos principais sinais desse tempo do fim, referia-se a Israel, pois na Bíblia a figueira é símbolo de Israel e; desde 1948, com o novo Estado de Israel os cristãos estão atentos a este aviso.
Para entender Israel hoje, é necessário humildade, estar despojados de preconceito e religiosidade; numa boa leitura da carta aos Romanos capítulo 11, quando Paulo trata especificamente do retorno de Israel como nação; a fim de não incorrermos no mesmo erro dos judeus quando fizeram objeção à entrada dos gentios para a aliança com Deus.
Ninguém deve julgar Israel pelas ações de hoje; Israel ainda está na desobediência e cego em seu entendimento, mesmo assim, Deus em sua multiforme graça e sabedoria faz com que Israel cumpra Sua agenda em relação aos povos e nações, porque o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado (Rm 11:25).

A IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS E AS CASAS PUBLICADORAS!!!

DEVOCIONAL; (22/15/15)
A IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS possui hoje uma das maiores Casas Publicadora do país, disputando lugar na oferta de Bíblias, livros e tratados, com a Casa Publicadora Brasileira (Adventista); a Casa Publicadora Batista, Editora Ultimato, de nosso amigo pastor Elben Cesar; além de outras.
Mas a Assembleia de Deus e sua Casa Publicadora tem uma “dívida” para conosco, pois toda essa potência que ela é hoje deve aos pioneiros, e em grande parte a um irmão oriundo de nossa Congregação Cristã no Brasil. Falo de Emílio Conde.
Emílio Conde, aos 18 anos de idade, conheceu o Senhor Jesus na CCB do Brás no ano de 1919, quando foi batizado nas águas e depois batizado com o Espírito Santo; mas transferindo-se para o Rio de Janeiro passou a frequentar a Assembleia de Deus em São Cristóvão, então pastoreada pelo notável missionário Samuel Nyström (sueco).
Era uma igreja fervorosa e logo Emílio Conde sentiu de unir-se a ela; mas foi o missionário sueco Nil Kastberg que o encontrou, em 1937, trabalhando como intérprete num restaurante, e o convidou a ser um dos funcionários da Casa Publicadora que começava a surgir no RJ. O convite dizia: “O irmão reúne em si todas as qualificações para ser o nosso redator”.
Convite aceito, Emílio Conde dedicou-se de corpo e alma à missão para a qual se achava vocacionado por Deus, e por mais de 30 anos correspondeu à chamada e a confiança nele depositada. Homem simples, celibatário por opção, não ostentava seus conhecimentos; sempre bem humorado e com dóceis palavras cativava facilmente a todos.
Eu me identificava muito com Emílio Conde e seus escritos no antigo jornal “O Mensageiro da paz”, que fez história nas décadas de 1960/70. Era uma época de poucos escritores evangélicos, e o faziam sem fins lucrativos; apenas no interesse único de proclamar as boas novas usando da imprensa, poderoso instrumento em qualquer seguimento.
Isto o levou a ser o representante do Brasil nas Conferências Mundiais Pentecostais ao redor do globo, e também Diretor e colaborador assíduo da Sociedade Bíblica do Brasil. Temperado, tinha bom trânsito entre as igrejas evangélicas tradicionais e as pentecostais; entre conservadores e liberais, conseguindo convergência na divergência.
Escreveu alguns livros e, além da História de sua nova denominação, escreveu “Asas do Ideal”, “Igrejas sem Brilho”, “Flores do meu jardim”, “Tesouros de conhecimentos Bíblicos”, além de outros. Homem de oração recebeu a inspiração para escrever 25 belos hinos, cantava no coral de sua igreja e tinha como hino preferido “as ruas de ouro e cristal da formosa Jerusalém”; mas nunca quis ser ordenado ao ministério pastoral.
Traduziu alguns hinos, dentre eles, em nosso hinário o 143 “Porfiemos irmãos”; o 412 “Senhor recordamos aqui” [de Santa Ceia]; o 245 “Não pode entender o mundo”; o 201 “Deus nos guarde”; o 405 “Só por Cristo temos salvação”; e mais duas dezenas de hinos que temos em nosso hinário que, por motivos que já sabemos trazem apenas o autor da música, mas cuja tradução, versão e adaptação cabe originalmente a este querido irmão, poeta e escritor Emílio Conde.
Portanto, o “deve muito a nós”, incialmente dito, na verdade nós é que devemos a Emílio Conde. Batizado com Espírito Santo e nas águas em nossa CCB do Brás atendeu ao chamado de Deus para “pregar” com a caneta [era bom orador sacro também] ministério ao qual se dedicou até o fim de seus dias. Louvado seja Deus, quando nossos filhos denominacionais prosperam em outros campos, na Seara do único Senhor.

AINDA SOBRE O NATAL!!!

DEVOCIONAL:  (22/12/15)
AINDA sobre o Natal: Qualquer semelhança com o feriado “cristão”, no entanto, não é mera coincidência. A história do Natal começa na Babilônia e muitos séculos antes do nascimento de Jesu; e é tão antiga quanto à civilização, e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro.
Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, ate atingir seu auge no verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa.
Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda é) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz no dia 25 de dezembro, era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno; pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é que deu origem ao Natal da cristandade. Ele chegou à Europa lá pelo século IV a.C., quando Alexandre, “o Grande”, conquistou o Oriente Médio.
Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império. Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício: Era a Saturrnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura.
O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus sol (die solis). Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam, bebiam e trocavam presentes, dizem. Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo.
Mas separados de tudo isso, uma religião se despontava e crescia em Roma: O cristianismo verdadeiro, separado do Estado Romano e perseguido ferozmente, aboliu todo tipo de festividade. Apenas os cristãos vindos do judaísmo ficaram livres para comemorar certas festas que eram ao mesmo tempo parte de sua história como nação.
O Apóstolo Paulo havia levado em consideração que alguns costumes ligados à tradição judaica deveriam ser respeitados. Na carta aos cristãos em Roma, em sua maioria constituída de judeus cristãos, ele escreveu: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz (Rm 14:5, 6).
Mas nenhum registro há [nem Bíblico, nem histórico], de que antes do ano 221 de EC, os cristãos tenham comemorado o nascimento de Cristo.

A ORIGEM DO NATAL!!!

Sua origem não é Bíblica, e não foi costume dos cristãos nos três primeiros séculos quando ainda se respirava e se praticava a verdade de Deus. Historicamente falando, foi no 8º século que Bonifácio, missionário católico inglês na Alemanha instituiu a primeira árvore de natal. Ele tinha a pretensão em substituir os sacrifícios feitos ao carvalho sagrado do deus pagão Odin, por um abeto [sempre verde] enfeitado em tributo a Cristo.
Do lado protestante há quem justifique o uso da arvore de Natal alegando que foi Martinho Lutero quem introduziu a ideia da árvore de Natal iluminada com velas; mas desde quando devemos imitar a este admirável Reformador, ou quem quer que seja, naquilo em que ele não teve luz?
As “luzes de Natal” originaram-se entre os nórdicos que decoravam suas casas “com luzes e sempre-verdes de todos os tipos para celebrar o solstício de inverno e combater espíritos maus”. Os “druidas” atribuíam poderes mágicos ao visco. O azevinho sempre-verde [usado também para fabricar figas contra quebranto] era adorado como uma promessa de que o sol retornaria.
A Árvore de Natal, cultuada entre os europeus pagãos, sobreviveu à conversão deles ao cristianismo, e conservaram o costume de colocar uma árvore de natal na entrada ou dentro da casa durantes as festividades em meados do inverno. Assim, como os israelitas do passado; estes também deixaram “Babilônia” apenas geograficamente, mas seus usos e costumes trouxeram consigo e fermentaram o cristianismo. “Um pouco de fermento azeda toda a massa. lançai fora o fermento velho, para que sejais uma nova massa” (I Co 5:6, 7).
A advertência do passado vale para os adoradores de hoje: “Não aprendais o caminho dos gentios, porque os costumes dos povos são vaidade; depois, Isaías e Jeremias discorrem sobre os que buscam nos bosques um madeiro e o tornam objeto sagrado; e chama de tolos os que assim procedem (Isaías 44 e Jeremias 10:3-6) Embora os textos não se apliquem diretamente à árvore de Natal, contudo, o que muitas famílias fazem é cultuar em volta do pinheiro; que não tem nada a ver com o nascimento de Jesus.
Todos os clérigos católicos e evangelicos que tenham sabem perfeitamente que estas comemorações do Natal não se iniciaram com o cristianismo de Jesus; que Jesus não nasceu a 25 de dezembro; e não tem sentido a argumentação, dentre outras, de que a árvore de Natal tem origem na árvore do Éden e que as bolas da árvore estejam relacionadas com a maçã. Nem era maça, nem temos motivo algum para celebrar Adão e Eva, culpados da desobediência.
Não tenhamos receio de ser chamados de “fundamentalistas”. O termo ganhou conotação pejorativa, designando os que arrogantemente se dizem portadores da verdade absoluta; que matam física e espiritualmente em nome de Deus; mas o termo, originalmente quer dizer aquele que se fundamenta [na Palavra]. Se Jesus tivesse nascido a 25 de dezembro, se houvesse ordenança em celebrar seu aniversário; não seria com estes símbolos.

O PRIMEIRO HINÁRIO EVANGÉLICO NO BRASIL:

O PRIMEIRO HINÁRIO EVANGÉLICO NO BRASIL:
O PRIMEIRO Hinário Evangélico no Brasil foi usado nesta data no ano de 1861, com 50 Salmos e Hinos. Foi um abençoado esforço do casal de missionários, Dr Robert (médico) e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que organizaram a primeira Igreja Evangélica no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro em 1855.
Este hinário foi usado pelas denominações que foram surgindo após os missionários pioneiros e; naquela primeira coletânea, humilde, denominado “Salmos & Hinos”, trazia em seu prefácio: “Destina-se ao uso daqueles que amam a Nosso Senhor Jesus Cristo”. Era um domingo de manhã, numa terra hostil, onde os protestantes eram tidos como hereges e tolhidos em sua liberdade, imaginem então, a alegria que tomou conta destes irmãos! Os direitos autorais do mesmo foram doados à Igreja Evangélica Fluminense pelo filho adotivo do casal, o Dr João Gomes da Rocha, pouco antes de sua morte em 1947.
Esta bela coletânea dos 50 primeiros hinos levaram muitas almas a se renderem aos pés do Salvador Jesus, pois a música é, sem dúvida, o meio que Deus tem usado para atrair às almas; depois, pela pregação das boas novas confessam a Cristo.
Conta-se que certo missionário indo pregar a uma tribo de selvícolas, hostis, aguerridos e ameaçadores, armados de flechas e lanças; tomando seu violino, de olhos cerrados em oração, temeroso pelo que pudesse acontecer, entoou o belo hino “Ó raças, tribos e nações, ao Rei divino honrai”, e qual não foi a sua surpresa ao abrir os olhos, e ver aqueles selvagens depositar suas armas no chão, formando ali uma primeira comunidade de pessoas salvas pelo Rei Jesus.
Embora toda a gloria pertença a Deus, devemos muito, como crentes e como Denominação Evangélica, a este casal de missionários. Nossa Congregação Cristã, seguindo aquele primeiro modelo de hinário, em 1914 organizou sua primeira coletânea de hinos, intitulada “Inni e Salmi Spirituali”. Somente em 1928, surgiu um novo hinário denominado “Nuovo Libro D’Inni e Salmi Spiirituali”.
Como podem perceber; embora a missão tenha vindo dos Estados Unidos, era dissidência de uma Igreja Presbiteriana Italiana, e o próprio missionário italiano, além de alcançar no Brasil primeiro a colônia Italiana, então os hinos eram quase todos nessa língua; e foi somente mais tarde que Franciscon instruiu o Conselho de anciãos que traduzissem alguns hinos para o português.
Nasceu então o primeiro hinário misto, com hinos em português e italiano e; de fato, o hinário número 1 da CCB com cerca de 2.000 exemplares. Esta versão não teve muito sucesso e teve de ser recolhida, devido às questões políticas nacionalistas de Getúlio Vargas que impedia qualquer circulação em outra língua.
É provável que no princípio a CCB utilizasse três diferentes versões de hinários, já que a Congregação só foi oficializada como “Congregação Cristã do Brasil” em 1936. O hinário 2, com 250 hinos, surgiu em 1944 com o título “Hynnos e Psalmos Espiritualis”, e somente em português. No prefácio constava que foi o que melhor se adaptava ao desenvolvimento da CCB, e que fora composto por irmãos de diversas nacionalidades.
O hinário 3, com 330 hinos, surgiu em 1951, com o título “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus”, e em março de 1965 surgiu o hinário 4, com 450 hinos, mantendo o mesmo título.
Atualmente cantamos no hinário nº 5, alvo de algumas críticas, doutrinárias e por ter suprimido temas relacionados a Israel; mas cantamos com voz de júbilo e gratidão a Deus pelo dom gratuito da salvação. Um pouco de nossa história e de nossa hinologia.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS..

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (09/03/15)
NÃO JULGUEIS para que não sejais julgados (Mt 7:1). Este versículo é muito apreciado por crentes que, devido alguma conduta não recomendável; então acham nele uma defesa; mas a Bíblia não proíbe de maneira absoluta e irrestrita os julgamentos.
O versículo de nº 5 salienta que tirar o argueiro do olho de um irmão é correto; desde que não seja como os fariseus hipócritas que tinham uma trave no olho e queriam tirar um “cisco” do olho do outro. Jesus até estabeleceu regras como devemos proceder no julgamento de um irmão:
Se teu irmão pecar [contra ti] repreende-o entre ti e ele, se te ouvir,
ganhaste teu irmão. Um segundo recurso, se ele não ouvir, é adverti-lo diante de duas ou três testemunhas; se ainda assim ele não ouvir, deve ser levado a Congregação [ao Conselho de anciãos] e, só depois, se não ouvir o conselho, deve ser desligado da comunhão (Mt 18:15-20). O texto se refere à disciplina na Igreja, por isso as demais versões trazem [contra ti] entre colchetes.
Os anciãos que pecam devem ser repreendidos publicamente; mas acusação contra eles só devem ser aceitas com testemunhas (I Tm 5:19, 20)
Em seguida o texto fala sobre “ligar e desligar”; em princípio passa-se a ideia de que uma pessoa desligada por um ministério estará automaticamente desligada no céu; mas Jesus não confiaria tanta autoridade a homens pecadores e falhos, às vezes parciais nos julgamentos.
O texto deve ser entendido à luz de Mateus 16:19, quando Jesus diz a Pedro que lhe daria “as simbólicas chaves para ligar e desligar no céu o que for ligado ou desligado na terra”. Lendo esta passagem em harmonia com João 20:23, onde é dito: “aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados: e aqueles a quem os retiverdes lhe são retidos”; e como só Deus pode perdoar pecados; então só Deus pode “ligar e desligar”.
Ao presbítero [ancião] cabe apenas declarar o “julgamento” de Deus sobre o assunto tratado; se a pessoa ouvir, está ligada no céu; se rejeitar estará desligada; se o ministro não aplica corretamente a Palavra da Escritura, então ele tem uma trave que precisa ser tirada antes de tentar tirar “argueiro” no olho do irmão.
Paulo fala que haveremos de julgar os anjos (I Co 6:3). [evidentemente os que pecaram com as filhas dos homens, Gn 6:4; II Pe 2:4; Jd 6]; então um irmão não deve levar outro a tribunal sem antes considerar o assunto á luz das Escrituras; claro, isto não dá margem para esconder crimes e abusos, estes devem ser tratados na justiça comum.
O mesmo Paulo em duas ocasiões escreve sobre evitar julgamentos quanto à alimentação, [vegetariano ou não]; ou sobre a observância de dias festivos [judeus cristãos continuavam observando as festas solenes]; um irmão não deve julgar outro sobre essas questões; cada um tenha opinião bem definida (Rm 14:1-10).
Assim, os julgamentos são benéficos e visam o nosso bem. Se formos julgar a nós mesmos seremos sempre complacentes, por isso é dito que somos julgados agora [pela Palavra da Escritura], para não sermos condenados com o mundo (I Co 11:32).
O pior “julgamento” que um ministério faz ao que peca é ignora-lo, deixar de saudá-lo, de aconselhar e amar. Este tipo de “julgamento” Jesus condenou e exemplificou no perdão à mulher adúltera, e Paulo no caso do fornicário de Corinto. O julgamento que a Bíblia recomenda é aplicar a Palavra, mostrando a gravidade do pecado e indicando caminhos para o pecador restaurar a comunhão.

ESTAVA ENFERMO E NÃO ME VISITASTES!!

(15/12/15)
ESTAVA ENFERMO, e não me visitastes (Mt 25:43). Jesus não fala de si mesmo, pois até aonde sabemos Ele nunca esteve doente; mas falava dos seus pequeninos irmãos. Veja que grande amor Jesus tem pelos seus, a ponto de considerar a visita a um destes enfermos como sendo à Si mesmo. Que privilégio para quem visita!
Antigamente havia até uma disputa sobre quem recebia mais visitas. Irmãos do ministério, ou alguém de “bom nome” na comunidade, testemunhavam ter recebido tantas visitas que até fila se formava nas portarias e corredores dos hospitais. O quarto do paciente virava um piquenique, tantas frutas, bolachas ou doces que costumavam levar, sem procurar saber as restrições médicas do paciente.
Hoje não se usa mais esse “espetáculo de amor” [amor de verdade é visitar os “sem nome”] e, levar coisas aos hospitais é proibido. O irmão e amigo, enfermo, deve ser visitado em sua casa, com visitas programadas, sempre consultando a família antes sobre a conveniência ou não, pois tem casos em que o enfermo e a família precisa de privacidade; ou procedimentos médicos/enfermagem/fisioterapeutas contínuos, que família e visitas ficam desconfortáveis.
Hoje há um debate na sociedade sobre questões éticas, suscitando dúvidas sobre os benefícios de certas visitas. Visitas que questionam o tratamento médico, algumas acrescentam remédios de sua “farmacologia”, e outras bem imprudentes contam o triste fim de algumas pessoas com a mesma doença.
Abordagens religiosas ultrapassadas também se mostram prejudiciais; são crentes querendo “curar” o enfermo, ou passando uma exagerada convicção religiosa sobre “libertação”; conseguindo deprimir o enfermo ao passar a ideia de que chegou a esta situação por falta de fé.
Não sabe nem a diferença entre a fé de salvação que é dom de Deus (Ef 2:8, 9), e a fé que nasce no coração por ouvir as maravilhosas operações de Deus no meio do seu povo; mas esta fé não torna uma pessoa salva. Jesus mencionou duas cidades impenitentes onde se operou muitos milagres, contudo, seus moradores não se arrependeram de seus pecados, e não foram salvos (Lc 10:13-16). Dos 10 leprosos curados por Jesus, somente um voltou glorificando a Deus, foi quando Jesus, então, completou a boa obra de salvação (Lc 17:11-19).
Na visita aos enfermos a melhor maneira de leva-los a ter fé em Jesus é oferecendo ajuda; ao enfermo e a família: como dar banho no doente, no transporte a um posto médico e, caso tenha condições, nas despesas. Isto levará o enfermo a ser tocado pelo amor, que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Co 13:7). Discursos sem a pratica de boas obras é uma fé inoperante (Tg 2:17).
Não é o momento de estabelecer um discurso religioso querendo convencer o doente acerca de sua fé e suas certezas; como se a salvação do enfermo dependesse unicamente de nossa abordagem. Não é o momento adequado. Orações “arrebatadoras”, expulsando ou repreendendo enfermidades, não é uma boa receita; e sim, orações com ações de graças que traga paz ao coração.
Nessas visitas o melhor remédio é ouvir o que o enfermo tem a dizer, e construir um diálogo edificante com base nas convicções do visitado e não do visitante e, com muita sabedoria, acrescentar esperança, e a fé que leva à salvação, dom de Deus, dado a quem crê em Jesus; esta o manterá firme e confiante como o salmista, quando disse que Jeová afofa a cama do enfermo (Sl 41:3). Quando visitastes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste, disse Jesus (Mt 25:40).

OS TITULOS CLERICAIS...

(15/12/15)
ALGUNS IRMÃOS nascidos no seio de família evangélica perguntam de onde e como surgiram os títulos clericais encontrados no meio da cristandade, e se já existiam na Igreja Primitiva. Os títulos que vemos hoje, adotados pela cristandade, começaram a surgir quando foram gradativamente deixando a Palavra de Deus em lugar da tradição de homens; especialmente quando a cristandade [Instituição] passou a ser a religião oficial do Império Romano, e com a influência latina começou a surgir uma hierarquia religiosa:
CARDEAL são os dignatários do sacro colégio, são os homens que elegem o papa. MONSENHOR em geral são os que possuem ligação com a Cúria Romana. DOM foi tratamentos honoríficos que o clero adotou de reis. PRELADO E PURPURADO são distinções muito apreciadas, e fazem de tudo para consegui-las.
FREI, de Freire, aplica-se a ordem religiosa e militar, talvez uma herança dos tempos em que os papas tinham tropas guerreiras. CÔNEGO é título para membros de corporações de uma catedral. MONGES são religiosos de mosteiros, e mosteiro é convento, morada de MONGES. VIGÁRIO, vicarius, significa o que usurpa o lugar do outro. SACERDOTE é uma cópia do judaísmo e do paganismo.
PADRE significa pai, e PAPA era figura totalmente desconhecida dos cristãos até o 4º século. O próprio Pedro se identifica como sendo um Presbítero [ancião] (I Pe 5:1). O título de reverendo, das igrejas Reformadas, nunca foi aceito pelos Batistas, nem pelos seguimentos cristãos separados de Roma, desde o princípio.
Nos primeiros séculos as igrejas eram locais com governo vertical, e não uma organização horizontal com governo humano, algumas tinham características própria, devido problemas culturais locais; como exemplo, igrejas constituídas de maioria judaica onde se tratou de temas relacionados; mas todos tinham em comum a adoração ao Deus único, pela mediação única de Cristo, e as Escrituras como única autoridade em questões de fé e doutrina.
No princípio da Igreja os que ministravam eram chamados apenas de irmãos. Paulo quando se dirigia à igreja não se referia a uma classe clerical, mas tratava a todos no mesmo nível chamando-os de santos; pois eram pessoas comuns que haviam abandonado práticas idólatras, o modo de vida imoral, e estavam “separados” se ajustando às normas e a moral de Deus.
Havia somente duas ordenações com imposição de mãos: Presbíteros e diáconos. Presbíteros, na língua grega em que foi escrito o Novo Testamento, é palavra correspondente da hebraica “ancião”, ou “bispos” do latim; e o significado de tais palavras tanto pode ser superintendentes como homens mais maduros no conhecimento.
Conforme Paulo descreve na carta aos Efésios, eles exerciam o ministério de apóstolos (as 12 testemunhas), profetas, evangelistas, pastores e mestres; o que quer dizer que alguns se dedicavam em profetizar (pregando, desvendando mistérios e segredos do coração pela Palavra revelada, nada de adivinhação), outros, dedicados na evangelização, e outros pastoreavam uma igreja local ou se dedicavam ao ensino.
Alguns, como Paulo, exerciam todos estes ministérios instituídos por Jesus, quando, levando cativo o cativeiro deu dons aos homens, visando o aperfeiçoamento dos santos e edificação do Corpo de Cristo (Ef 4:11, 12) e; na carta à Timóteo, dá instruções de que seria recomendável que tais obreiros fossem casados, e aprendessem primeiro a cuidar de sua família, para depois cuidar da Igreja de Deus (I Tm 3:1-13). Diácono é uma palavra de origem grega e tem o significado de “servos auxiliares”; constituídos no princípio da Igreja para assistir aos necessitados e deixar os ministros da Palavra livres em seus diversos ministérios. Este é o cristianismo de Jesus.

QUANDO DEUS CHAMOU A ABRAÃO!

(15/12/15)
Quando Deus chamou a Abraão, disse-lhe: Farei de ti uma grande nação, e em ti serão benditas todas as família da terra. Confirmou esta promessa dizendo que nada ocultaria de Abraão. Mais tarde Deus disse que a descendência de Abraão seria como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar. (Gn 12:1-3; 18:18; 22:17).
Ainda que aproximadamente 3.000 estrelas possam ser contadas a olho nu; contudo, ao dizer Deus que a descendência de Abraão seria como a areia do mar, então, o numero dos “filhos de Abraão” seriam imensuráveis; e visto que os filhos naturais de Abraão [os judeus] mesmo na diáspora podiam ser contados em números aproximados; Deus falava em algo mais grandioso, conforme deixa claro no contexto, de que estes filhos incontáveis de Abraão seriam formados de todas as famílias da terra.
Assim, Deus alcançou os gentios através do povo judeu, conforme o próprio Jesus disse à samaritana: A salvação vem dos judeus (Jo 4:22); mas os filhos de Abraão engloba todos os que tem fé na promessa do Redentor feita à Abraão: “Sabeis que os da fé é que são filhos de Abraão. E, se sois de Jesus Cristo, também sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:9, 29).
As promessas de Deus em relação ao Israel natural, o povo judeu, não mudaram; e apesar de Deus ter permitido que Babilônios e Romanos, e mais recentemente Hitler castigasse Israel devido a sua infidelidade; no caso do holocausto, por exemplo, os judeus colheram o que disseram impensadamente quando foi proposta a escolha entre o facínora Barrabás e Jesus, e eles pediram que crucificasse a Jesus e soltasse Barrabás, e concluíram: “O sangue d’Ele seja sobre nós e sobre nossos filhos” (Mt 27:25).
Mas Israel é a menina dos olhos de Deus (Zc 2:8, 9) e Deus promete que não deixará impune estas nações que oprimiram Israel; em sua 2ª vinda elas receberão o castigo merecido. Deus não mudou os seus planos em relação a Israel, apenas adiou o seu cumprimento, num glorioso mistério explicado por Paulo na carta aos Romanos, quando fala dos gentios que sendo oliveira brava [zambujeiro] foram enxertados na boa oliveira [Israel]; e conclui dizendo que gloria maior haverá no futuro próximo quando Israel será enxertado em sua própria oliveira (Rm 11).
Deus cumprirá no milênio o que prometeu a Abraão: “A tua semente tenho dado toda esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates” (Gn 15:18). Assim, contrariando todos os prognósticos das nações ímpias, que pensavam ter aniquilado Israel para sempre em sua última diáspora que durou 1878 anos [70-1948]; Israel, milagrosamente, não perdeu sua identidade entre as nações.
Conforme a visão profética de Ezequiel a respeito do vale de ossos secos (Ez 37); Israel reviveu política e nacionalmente, cumprindo a profecia: “Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho (Jr 31:10); faltando agora, Israel reviver espiritualmente, e isto acontecerá quando Deus tirar a venda de seus olhos; porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento (Rm 11:29).
Feliz a congregação que ora e está atenta ao retorno de Israel, conforme a promessa: “Orai pela paz de Jerusalém, prosperarão aqueles que te amam” ((Sl 122:6); pois Israel é o cronômetro de Deus na contagem do tempo. Quando Jesus se assentar para julgar as nações, separando-as como “cabritos e ovelhas”; feliz a nação que tiver dado as boas vindas a Israel (Mt 25:31-46).

NOSSA BÍBLIA...

(15/12/15)
NOSSA BÍBLIA. Em quase todas vem escrito: Velho e Novo Testamento. 39 livros do Gênesis a Malaquias [Velho Testamento], e 27 livros de Mateus ao Apocalipse [Novo Testamento]. Essa divisão visa ajudar o leitor a entender que os 39 livros (VT) são parte da Aliança entre Jeová e os Israelitas; enquanto os 27 livros (NT), contém a Nova Aliança entre Deus e pessoas de todas as nações que reconhecem e aceitam a Jesus como o Filho de Deus. Quando entendemos Testamento como Aliança ou Pacto, fica fácil essa compreensão. Mas na verdade a palavra correta são Escrituras Hebraicas (VT) e Escrituras Gregas Cristãs (NT).
Em Lucas 22:20 a Versão Corrigida de Almeida traz a palavra Novo Testamento; as demais versões traduziram a palavra como Nova Aliança. A Palavra, Velho ou Novo Testamento, tem levado leitores de uma versão só, e para espanto nosso até pregadores; que costumam formar doutrinas com textos isolados, numa interpretação equivocada das palavras de Paulo sobre o “Velho Testamento o qual foi por Cristo abolido” (II Co 3:14); entender que os 39 livros do Velho Testamento foram abolidos.
Claro que Paulo não está falando de livros, mas de “Alianças, de Pactos, de Concertos”; por isso, no mesmo capítulo Paulo fala que a “letra mata, mas o espírito vivifica”; aqui também Paulo não está falando da letra e leitura da Bíblia; Deus não iria mandar escrever um livro para “matar” quem o lesse. Os clérigos católicos romanos usaram desse equívoco; propositadamente porque conheciam a verdade, para proibir a leitura da Bíblia em 1229, e até 1965, quando o Concílio Ecumênico liberou sua leitura. Outros seguimentos têm usado num zelo sem entendimento, mas igualmente para ter domínio.
Pelo contrário: Paulo escreveu a Timóteo que as Sagradas letras que ele conhecia desde a meninice, podiam torna-lo sábio para a salvação que há em Cristo Jesus (II Tm 3:15); antes já o havia aconselhado a apresentar-se como obreiro que não tem do que se envergonhar, que “maneja’ bem a palavra da verdade (II Tm 2:15); este conhecimento da letra o capacitou a ser um ancião cristão.
Portanto, a “letra mata”, se refere a letra da lei que trazia condenação porque o homem é incapaz de salvar-se a si mesmo através da prática da lei ou de boas obras; então, o espírito da lei mostrava essa incapacidade levando o homem até Cristo que o vivifica pela fé.
Por isso, foi abolida a Velha Aliança com os hebreus, outorgada através de Moisés; e não os livros do VT; e fomos feitos ministros de uma Nova Aliança firmada no sangue de Jesus. Esta Nova Aliança [Novo Testamento ou Pacto] está tanto nos Livros do chamado Antigo Testamento, onde várias coisas ainda não se cumpriram; e principalmente no chamado Novo Testamento, onde muita coisa irá se cumprir.
A Antiga Aliança era firmada mediante o sangue de animais que prefiguravam o Cordeiro de Deus que havia de vir, por isso eram salvos e cheios do Espírito Santo os que a praticavam com fé na vinda do Messias.
Aliança entende-se um “contrato” entre duas partes: Outorgante [Deus]; outorgado [Israel]. Não cabe ao outorgado alterar um “Contrato”, mas Israel o alterou com tradições e interpretações particulares, então a Aliança foi suspensa até que Israel reconheça a principal “cláusula” que inclui a aceitação do Messias como seu Rei Ungido (Rm 11). Na Nova Aliança temos um “contrato” pessoal, entre nós e Deus, que como outorgados não podemos alterá-lo. E Deus certamente não altera seus santos propósitos para conosco. Ele é fiel.

APRENDENDO NA BIBLIA!!!

(15/12/15)
APRENDENDO na Bíblia. A falta de ensino sistemático e pregações fora de contexto, quase sempre expressando o entendimento do pregador e não o que a Bíblia diz, têm levado muitos crentes a viver uma vida de incertezas e dúvidas. Um tema primário, que todo crente deveria saber de cor, é o tema salvação; contudo, não é o que acontece.
Vou a julgamento? A Palavra de Deus diz claramente que somos justificados pela fé em Cristo (Rm 5:1); isto quer dizer que somos declarados pessoas justas. A mesma carta inspirada de Paulo diz que nenhuma condenação está aguardando os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1). Ora, evidentemente que se nenhuma condenação está pendente, não serei julgado, porque não tem do que ser julgado.
Mas alguns, procurando coisas no texto que ajustem às suas ideias, citam o final do versículo quando diz [que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito]; e ai, todo crente que não conseguiu vencer certas fraquezas se sente condenado.
A Versão Corrigida de Almeida é a única que traz esta parte citada em colchetes [em espírito]; as demais versões omitem por não constar no original; mas no verso quatro, ai sim, todas as demais afirmam “que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” [de Deus]; completando no verso 5 que a inclinação da carne é para as coisas da carne, mas a inclinação do Espírito {Santo] é para as coisas do Espírito.
Andar segundo o Espírito não quer dizer uma pessoa perfeita, que nunca erra; mas pessoas que reconhecem humildemente suas fraquezas e envidam esforços em ajustar-se a vontade de Deus; pois é o Espírito Santo que nos convence do pecado.
Mas não compareceremos todos ante o Tribunal de Cristo? (II Co 5:10). Lendo o texto todo vamos entender melhor; pois se costuma comentar só esta primeira parte; mas o restante do texto diz: “para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. “Por meio do corpo e pelo que tiver feito”, logo não pode estar falando de julgamento quanto à salvação; pois a salvação não é conquistada por meio de boas obras, serviços ou fidelidade, ela é dom gratuito (Rm 6:23).
Entendemos melhor este julgamento no Tribunal de Cristo quando lemos esta parte junto com I Coríntios 3:10-15; aonde é dito que este julgamento é quanto aos galardões e nosso serviço no Reino; tanto é assim, que o verso 15 diz que poderemos ser reprovados ou perder galardões, mas continuamos salvos.
Mas não precisamos praticar boas obras para ser salvos? Não precisamos. “Não vem das obras para que ninguém se ache merecedor” (Ef 2:9). Mas a fé sem as obras não é morta? (Tg 2:17). Sim, o crente é chamado para testemunhar a Cristo e isto vai muito além de pregar a palavra; a sua vida e pregação deve ser acompanhada de boas obras, pois, caso contrário, sua fé fica sem vida, fica inoperante. Paulo fala das obras em sentido vertical [na nossa relação com Deus, não nos justifica], Tiago fala em sentido horizontal [na nossa relação com o próximo, às obras falam mais alto que a pregação].
É verdade que a salvação se desenvolve em três fases distintas: Somos salvos todos os dias, Cristo livra-nos do MAU [do maligno, e dos perigos eminentes]; e seremos salvos da Grande Tribulação por vir; mas quanto à condenação herdada podemos cantar em alta voz: “Cristo Salvou-me tenho certeza”. Ele riscou a cédula que era contra nós (Cl 2:14).

O MURO DAS LAMENTAÇÕES

 (15/12/15)
O MURO DAS LAMENTAÇÕES. Todos nós já vimos, através da televisão, judeus meneando a cabeça, com o Kipá (solidéu), que tem o significado de submissão ao Eterno, orando e fazendo petições diante de um enorme muro conhecido como “Muro das Lamentações”.
É o lugar mais sagrado e venerado pelo povo judeu por tratar-se do elo direto de ligação com sua história, seu passado, e a adoração do verdadeiro Deus no lugar então designado por Ele que era o Santo Templo construído por Salomão. Naquela ocasião, diante do altar, em frente de toda a Congregação, ele orou:
“Ó Jeová Deus de Israel, não há Deus como Tu, em cima nos céus nem embaixo na terra”; e prossegue dizendo sobre a beneficência para com os que andam com todo o coração diante de Deus; lembrando a aliança com seu pai Davi, e suplica em tom profético que Deus ouça a oração do Seu povo toda vez que orar voltado para Jerusalém e o santo templo (I Rs 8).
Daniel guardava em seu coração esse momento solene de aliança com Deus, feita por seu povo, e quando cativo na Babilônia não deixava de orar três vezes ao dia com a janela aberta para a cidade de Jerusalém. Nem mesmo quando isso representava um sério risco ele deixou de orar. O rei Dario havia assinado uma lei que proibia fazer petição a qualquer outro deus, senão a ele; mas Daniel fez pouco caso dessa lei, e continuou orando ao Supremo Deus conforme era pactuado que fizesse; voltado para Jerusalém.
O Muro das Lamentações é, portanto, o único vestígio do antigo Templo de Herodes; na verdade construído por Salomão, mas reconstruído por Herodes, e destruído pelo general romano Tito no ano 70 de EC, conforme a profecia de Jesus em Mateus 24. O lugar é conhecido como o monte Moriá onde Abraão ofereceu Isaque em holocausto, que não se consumou porque o “cordeiro” morreu em seu lugar.
Os romanos conservaram o muro para humilhar Israel e seu Deus, que “nada pode fazer”; mas Deus sempre ajustando a Sua graça aos eventos na corrente do tempo, fez com que o Muro fosse conservado, uma parcela do templo, como emblema da união e seu eterno propósito em manter a identidade de Israel; que politicamente já foi restaurado depois 1878 anos sem pátria.
Para confrontar e humilhar o Deus de Israel, os homens fizeram de Roma e Meca cidades sagradas e agora o papa Francisco abriu a “porta da misericórdia” em Roma para receber milhares de peregrinos a fim de serem perdoados de seus pecados, numa imitação do ano de jubileu Judaico. E muçulmanos, de onde estão oram voltados para Meca, e a visitam pelo menos uma vez no ano.
Entre os anos de 1948/1967 os judeus não tiveram acesso ao Muro; mas depois da Guerra dos seis dias o local converteu-se em lugar de júbilo nacional. Ainda na cegueira espiritual Israel não entendeu que Deus não estava dormindo, pois não dorme nem tosqueneja, mas as escolhas erradas que Israel fez é que o levou à humilhação.
Muitos judeus vão ao muro fazer petições sobre casamento, prosperidade material e vingança dos inimigos, e nisto muitos cristãos não são diferentes. Ainda não entenderam que na Nova Aliança, que inclui os gentios “Deus não habita em templos feitos por mãos humanas” (At 17:24). Mas o Muro permanece como testemunho dos séculos, e aponta para o milênio quando Deus, através do Rei Ungido, Jesus, reedificará o tabernáculo de Davi, que está caído (At 15:16).

O MACHADO QUE CAIU NA ÁGUA!

 (15/12/15)
O MACHADO que caiu na água! (II Rs 6). Os filhos dos profetas disseram a Eliseu que o lugar em que habitavam era estreito e queriam alargar as suas tendas, sugeriram então, que fossem até o Jordão buscar algumas vigas para construir uma “casa de profetas” mais espaçosa, que pudesse abrigar um maior número, com conforto, lugar de descanso, fraternidade e de refúgio.Podemos imaginar Eliseu e alguns juvenis sentados sobre os calcanhares, conforme o costume oriental, recebendo treinamento. Embora fosse uma “escola de profetas”, a finalidade não era formar profetas, ou ensiná-los a profetizar, pois a profecia é um dom divino, e só o Senhor que conhece os corações pode ensinar seus sevos profetizar. Simão, o mágico, tentou comprar o dom com dinheiro, mas foi duramente repreendido (At 8:18,19).
O objetivo dessas “escolas de profetas” era transmitir aos jovens hebreus os valores morais e espirituais de Deus. A educação religiosa, fundamentada na transmissão oral e na porção escrita da Palavra de Deus, que possuíam, gozava de destaque entre o povo hebreu.
Hoje vivemos os dois extremos: Os seminários conhecidos como “casa de profetas”, antigamente não formava ministros, apenas passava as instruções e o conhecimento da Palavra de Deus, mas a chamada para o ministério tinha que vir de Deus, o único que pode capacitar. Hoje, um diploma em teologia basta. Mas Deus não chama os capacitados, Ele capacita os chamados. Do outro lado temos toda uma geração de jovens criada sem nenhum conhecimento; e “profetas” sem nenhum treinamento, cheio de vaticínios sem nenhum fundamento; totalmente desprepararados.
Mas aconteceu que os profetas, e seus alunos, diferente de muitos hoje, eram pobres e para o desafio de restauração e ampliação da casa dos discípulos dos profetas, tiveram que emprestar um machado; mas na primeira tentativa o ferro do machado se solta e cai na água. Há meu senhor! Era emprestado!
Pronto, lá se foram sonhos e projetos, acrescente-se a dívida do machado emprestado, além da vergonha pela inabilidade no manuseio. Mas Eliseu estava ali e com ele o poder de Deus, e então lança um pedaço de lenha na água e o machado flutua. Claro, um milagre e uma aprovação ao ministério de Eliseu.
O episódio serve bem para ilustrar os dons que Deus dá a todos os seus filhos na edificação do Reino de Deus, representado na “casa dos profetas”. Os dons, de certa maneira, são emprestados, pois independe da capacidade humana. Deus nos concede para o serviço na sua obra; mas o descuido, imprudência, negligência, faz com que “vá por água abaixo” como costumamos dizer, e às vezes ficam tentando com o que restou: apenas um cabo que pode ser achado em qualquer lugar, mas não o machado forjado pelo fogo.
Podemos incluir nessa obra de restauração e construção; vidas em conflito, crentes em pecado, casais vivendo um verdadeiro drama, filhos sem rumo por causa de um lar destruído; igrejas cujos obreiros há muito o “machado foi por água abaixo” e ficaram só com o cabo de lenha achado em qualquer lugar; mas os dons de Deus se foram.
O melhor, e a coisa certa que o crente faz quando chega nessa lamentável situação é clamar de todo o coração e alma: “Ai meu Senhor, pois era emprestado!”. Mesmo porque, iremos prestar contas a Deus que nos emprestou dons e talentos. Mostre onde “caiu”, onde você caiu, e o “Eliseu Maior” [Jesus], fará o milagre da restauração de coisas perdidas; e nada será interrompido em sua vida. O “machado” irá flutuar.

PERGUNTAS BIBLICAS...

(15/12/15)
PERGUNTAS Bíblicas e respostas interessantes: Onde estás? Perguntou Deus a Adão. Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me, foi a resposta (Gn 3:9, 10). Claro que Deus sabia onde estava Adão, esconder d’Ele é impossível. O salmista diz: Para onde fugirei da tua face? (Sl 139:7). Mas é a maneira de Deus dizer: estou a tua procura. Deus não chega acusando, mas quer ouvir o que temos a dizer; quer arrazoar conosco. Notemos que um senso agudo de culpa se apossou de Adão após pecar; é o que chamamos a “lei da consciência”.
Quem disse que estavas nu? Comeste tu da árvore que ordenei que não comesse? (3:11) As respostas foram: “A mulher que me deste me deu de comer”, disse Adão. A serpente me enganou, disse Eva; no fundo, Deus era o culpado. A pior coisa que a pessoa faz quando peca é culpar os outros e não assumir sua culpa. O salmista Davi não culpou Bate-Seba por facilitar a tentação; mas confessou: contra Ti, contra Ti somente pequei (Sl 51:4).
O que é isso na tua mão? Pergunta feita a Moisés, que respondeu: uma vara (Êx 4:3). Com esta “ferramenta”, simples demais para um hebreu criado como príncipe Egípcio, treinado nas artes militares, Deus começou a libertação do povo de Israel do cativeiro. Libertação que alcança nossos dias e nossa vida. Veja como é simples para Deus.
Por quanto vendeste a propriedade? Esta pergunta foi feita a um membro da primitiva Congregação Cristã, de nome Safira. Os discípulos sabendo da perseguição que viria vendiam suas propriedades e depositavam o valor aos pés dos apóstolos a fim de socorrer os irmãos mais necessitados; mas ninguém era obrigado a fazê-lo. Podiam simplesmente reservar para si parte da propriedade ou da venda.
Não sabendo que seu marido 3 horas antes havia sofrido um enfarte fulminante ao ser descoberto sua mentira ao Espírito Santo acerca do preço em que venderam a propriedade; e sendo um casal unido, na mentira também, haviam combinado mentir; então ela mentiu e também morreu no mesmo instante (At 4:32-5:11) Deus queria mostrar que Sua Igreja não seria construída com mentiras. Nenhum mentiroso herdará o reino de Deus.
Que hei de fazer para herdar a vida eterna? (Lc 18:25). Esta pergunta foi feita por um jovem de boa posição religiosa, cumpridor de todos os preceitos; contudo, Jesus nunca se agradou de pessoas que se justificam. O rapaz fez tudo errado: Começou elogiando Jesus; contudo, via n’Ele apenas um “bom professor” que iria reconhecer suas excelentes qualidades; pois se fosse um piedoso observador da Lei saberia que nada se pode fazer para herdar a vida eterna; a lei apontava para a incapacidade do homem salvar-se por méritos pessoais A salvação é dom gratuito (Rm 6:23). Por fim, Jesus toca no coração do rapaz, que se revela um avarento, e é reprovado.
Eis aqui água, que impede que eu seja batizado? (At 10). Esta pergunta foi feita por um prosélito que vinha de adorar em Jerusalém; e depois de ouvir a explicação de Felipe acerca da passagem que lia do profeta Isaías, acerca da ovelha que foi levada ao matadouro e não abriu a sua boca. Felie não respondeu que deveria esperar “Deus chamar”, ou que se preparasse; mas simplesmente: É lícito [ser batizado] se crês de todo o coração (At 8). Crer para ser salvo; salvo para ser batizado. Perguntas de Deus e respostas de homens. Perguntas de homens e respostas de Deus.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

UMA SAUDAÇÃO AO APÓSTOLO PAULO:

DEVOCIONAL (09/12/15)
Querido apóstolo Paulo, vou lhe saudar em hebraico, pois sei que devota um carinho especial pelos de sua nacionalidade; visto que também és judeu, da tribo de Benjamim; portanto: Shalom (Paz). O irmão, como nenhum outro, nos fez entender que os planos de Deus em relação a Israel não mudaram, apenas foi postergado para que nós gentios entrassem para a aliança com o Deus de Israel.
Os capítulos 9 a 11 citados pelo irmão na carta aos romanos trazem à nossa lembrança profecias significativas que estão tendo cumprimento desde o ano de 1948, com o reconhecimento pela ONU do Estado de Israel, e seu repatriamento.
Profecias como Ezequiel capítulos 37 a 39, especialmente o 37 sobre o “vale de ossos secos”, que tem têm sido benção na vida do povo de Deus, incutindo-lhes a esperança de que Deus restaura vidas mesmo que estejam como “ossos secos”; crentes tidos como mortos e sepultados, espiritualmente falando, mas mediante a pregação inspirada deste capítulo têm sido “ressuscitados”; restaurados completamente.
Entendemos que literalmente o capítulo retrata a situação de Israel nos dias do profeta, mas espiritualmente sabemos que a profecia é de longo alcance antevendo o avivamento político e espiritual da nação de Israel no fim dos dias. E Deus já está ajuntando as peças, conforme outra profecia bastante clara: “Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará como o pastor ao seu rebanho” (Jr 31:10).
Sabemos que Israel, por um tempo ainda será enganado pelo anticristo; contudo, a casa de Israel ficará deserta só até que diga: “bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt 23:38, 39); então se levantará Miguel, o grande Príncipe, para defender Israel na batalha do Armagedom (Dn 12:1). Estamos vivendo grandes momentos!
Entendemos perfeitamente quando o irmão discorre sobre “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”, de que Deus não está escolhendo uns e rejeitando outros, mas que Ele é livre para demonstrar sua misericórdia a um povo (os gentios) que não se chamava pelo seu nome; totalmente desconhecidos quanto às promessas e concertos.
Igualmente quando o irmão diz que não depende de quem quer, ou de quem corre, não está nem de longe desencorajando os que porfiam por entrar pela porta estreita; mas está falando de povos e nações, e não de pessoas, e que a salvação não pode ser conquistada por esforços humanos; ninguém a merece, nem gentios nem judeus, por isso é graça.
Mas querido apóstolo Paulo, por outro lado, estamos vivendo tempos difíceis. O povo de Deus, como nos dias de Jeremias, com facilidade deixa a Tua Palavra (manancial de águas viva) por cisternas rotas que não retém águas. Deixam a Palavra da Escritura por promessas sem fundamentação Bíblica, deixam as profecias por profetadas de toda ordem. Amam bênçãos sem compromisso com o Deus da bênção.
Outra coisa que temos notado é que nosso povo costuma invocar a presença de anjos; já não acreditam que o Pai e o Filho faz morada no coração do crente e isso basta. Os santos anjos são servos de Deus como nós, e quando João foi prestar adoração a um deles, este recusou dizendo: Adora a Deus, sou teu conservo e de teus irmãos (Ap 19:10).
Queremos reagir como Moisés quando Deus prometeu um anjo na caminhada: “Se a Tua presença não for conosco, não nos faça subir daqui” (Gn 33:15). Lembramo-nos do teu ensino de que não devemos nos mover por nada, nem mesmo um anjo do céu que anuncie novidades (Gl 1:6-9). (carta fictícia, claro, Paulo dorme).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MILHÕES DE CRISTÃOS LEEM A BIBLIA EM PORTUGUÊS!!!

MILHÕES DE CRISTÃOS de língua portuguesa leem a Bíblia tradução de JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA, quer seja na Versão Atualizada ou na antiga Versão Corrigida. Contudo, poucos se detêm no nome e na curiosidade em saber quem foi Almeida; acredito que alguns nunca leram o nome do tradutor da Bíblia que usam. Outro dia, um crente afirmava erradamente que ele padre da Igreja Católica.
Mas o que levou, em tempos tão difíceis, um jovenzinho de apenas 16 anos de idade se empenhar em tão árdua e abençoadora tarefa? Abaixo segue um pouco da história desse abnegado servo de Deus que dedicou a sua vida traduzindo a Bíblia, e hoje, e ao longo de 5 séculos milhões de pessoas de língua portuguesa pode ler em sua própria língua as maravilhas do amor de Deus, e na mensagem central do Livro a Pessoa do amoroso Salvador, Jesus Cristo.
1628-nasce em Torres de Tavares, Portugal. Era filho de pais católicos. 1642-Na infância muda-se para a Holanda; e aos 14 anos é convertido à fé Evangélica Protestante ao ler um panfleto em espanhol que impacta o seu coração. 1644-Aos 16 anos de idade inicia a tradução da Bíblia do espanhol para o português. Copiando à mão os Evangelhos e o livro de Atos. Suprindo as comunidades portuguesas.
1645-A tradução do Novo Testamento é concluída. Mas estranhamente, quando estava para ser impresso, os manuscritos se extraviaram. Ainda em 1645-dedica-se a aprender grego e hebraico para fazer uma nova tradução, desta vez, dos textos originais. 1648-começa a ministrar como capelão visitante de enfermos.
1649-É ordenado ancião (presbítero), e passa a administrar a verba de um fundo social que prestava assistência aos pobres. 1650-Traduz para a língua portuguesa e, mais tarde para a holandesa, o panfleto evangelístico que o levou à conversão, intitulado: “Diferencias de la Cristandad”. Mostrava doutrinas básicas que separavam católicos e protestantes.
1651-No dia 22 de agosto, é indicado para o ministério pastoral, começa a se preparar então. 1656-É consagrado pastor das igrejas portuguesas nas Índias Orientais Holandesas (Indonésia). 1656-No dia 18 de setembro é enviado para a obra missionária na colônia portuguesa do Ceilão (atual Sri Lanka). 1657- Casa-se com Lucrécia de Lamos, com a qual teve 2 filhos, um menino e uma menina.

AINDA JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA...

 (04/12/15)
AINDA JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA. Na verdade ele havia traduzido a Bíblia até Ezequiel 41:21 quando a morte o ceifou. A partir de 1748, o pastor Jacobus op den Akker prosseguiu na tradução, mas não quis seu nome inserido atribuindo toda a tradução da Bíblia a ALMEIDA, num gesto de amor e homenagem póstuma ao seu grande esforço.
Uma das pessoas que deu prosseguimento a abençoada tarefa em fazer conhecida a Palavra de Deus, foi também uma jovenzinha do país de Gales, de nome MARY JONES. Seu sonho era diferente de muitas outras meninas: Ela acalentava um sonho quase impossível em seus dias, que era ter um exemplar do Sagrado Livro. O ano era de 1800, e ela tinha apenas 9 anos de idade, e as Bíblias eram raras e caras.
Trabalhou arduamente durante seis anos, para uma senhora rica, que possuía uma Bíblia, a fim de ajuntar dinheiro para adquirir sua própria Bíblia. Enquanto trabalhava pedia a esta senhora permissão para ler a Bíblia. Decorava os textos, e a noite reunia a família e transmitia a Palavra de vida. Finalmente, aos 15 anos de idade, e depois de andar 40 quilômetros a pé até a cidade mais próxima, conseguiu comprar sua Bíblia; mas ela nem imaginava que seu feito alcançaria nossos dias.
Graças a este comovente esforço e gesto de amor a Palavra de Deus, alguns pastores e líderes influentes sentiram desafiados, e resolveram fundar no dia 07 de março de 1804 a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira; e dela surgiu a Sociedade Bíblica Americana, que por algum tempo supriu o povo de língua portuguesa com a Palavra escrita de Deus.
Em 1948, logo após a 2ª Grande Guerra, foi fundada a nossa Sociedade Bíblica do Brasil, seguida de outras Casas Publicadoras que se empenharam em colocar a Bíblia nas mãos do povo; todas elas publicando uma linha popular a preço de custo, a fim de que todos tenham acesso ao Livro. Conhecendo essas histórias, entendemos melhor porque nosso missionário pioneiro, Luiz Franciscon, pediu antes de falecer que gastos com coroas e flores fossem revertido a favor da Sociedade Bíblica Americana; congênere de nossa SBB.
Levar a Palavra de Deus aos mais distantes rincões, traduzi-la para várias línguas e dialetos [só no Brasil temos cerca de 180 línguas indígenas], tem sido um grande desafio e exigido um esforço gigantesco.
É uma pena que alguns só a leem a Bíblia nos cultos e na hora da mensagem. Alguns só conseguem achar a passagem em meio a leitura, e fecham antes que termine, parece um ritual obrigatório sem nenhum apego à Palavra. Bem diferente dos irmãos de Beréia, elogiados por Paulo, porque ouviam a pregação e conferiam com as Escrituras se realmente as coisas eram assim (At 17:10, 11).
E ainda temos a interpretação equivocada de que “a letra mata”; criando preguiçosos, e desencorajando pessoas sinceras a ler e examinar a Palavra de Deus. A letra representa toda a “Lei Mosaica”. Ela mata porque de si mesma não pode dar vida com suas ordenanças: E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados por Cristo é justificado todo aquele que crê (At 13:39).
A Lei mostra ao pecador que ele está perdido e condenado (por isso mata); mas o espírito da Lei vivifica [da vida] por mostrar a necessidade e apontar a Cristo como Salvador. Por isso Paulo escreveu que as Sagradas Letras tornam a pessoa sábia para a salvação em Cristo (II Tm 3:15).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

SEGUNDA PARTE E FINAL SOBRE O JEJUM:

SEGUNDA PARTE E FINAL SOBRE O JEJUM: é a abstinência de toda alimentação por um período limitado, geralmente começa de um por do sol a outro, ou por dias seguidos. No passado, jejuns com a motivação correta visavam demonstrar verdadeiro arrependimento em relação a pecados cometidos; por isso era também conhecido como “afligir as vossas almas” (Lv 16:29-31).
O jejum era praticado diante de situações extremas, de grande perigo, quando exigia maior concentração nos propósitos do livramento divino; portanto, não era uma “greve de fome”, tipo uma penitência para se adquirir graça com sofrimento, o que já não seria graça, mas um momento de recolhimento e reflexão sempre seguido de orações e verdadeiro arrependimento.
Esdras, e os israelitas, depois de jejuar e se humilhar perante Deus, adquiriram tamanha confiança que Esdras ficou envergonhado da ajuda militar que havia pedido, e a dispensou, mostrando total confiança na mão de Jeová que ouviu suas orações (Ed 8;21-23).Mas aos Israelitas da Nova Aliança [os cristãos] não foi ordenado nenhum dia específico de jejum.
Quando Jesus exercia seu ministério terrestre deu o seguinte conselho em relação ao jejum: “Quando jejuardes não vos mostreis como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareçam que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam sua recompensa. Mas tu quando jejuardes unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para que não pareça aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto veja e te recompense” (Mt 6:16-18).
Jesus fazia alusão ao jejum insincero dos fariseus hipócritas, que mencionou mais tarde na ilustração do fariseu e do publicano que oravam no templo (Lc 18:9-14). O fariseu jejuava e obedecia a todos os mandamentos, mas sua oração foi rejeitada; enquanto o publicano, sem nenhum mérito pessoal, foi justificado por abrigar-se na misericórdia de Deus.
Precisamos ter em mente que abster-se de alimento meramente de modo formal, assim como outras práticas, pode tornar a pessoa muito religiosa, mas não lhe assegura comunhão com Deus; pelo contrário: pode até distanciá-la de Deus. Paulo disse que certas ordenanças impostas, incluindo o jejum, são doutrinas de homens, e embora tendo alguma aparência de sabedoria, devoção voluntária e piedade, servem apenas para a satisfação da carne (Col 2:20-23).
Cristo nos libertou de práticas que podem dar apenas uma fachada de piedade e submissão, promover uma religião auto-fabricada e castigar severamente o corpo. Embora a cristandade tenha imposto um jejum aos seus fieis em dias pré-determinados; contudo, nenhuma ordenança Bíblica há a esse respeito.
Os cristãos primitivos conservaram a prática do jejum em algumas ocasiões especiais, como em ordenações de novos anciãos (At 14:23); e ao designar missionários. Quando Paulo e Barnabé foram enviados a Ásia Menor, houve orações e jejuns (At 13:2, 3).
Já nos dias do profeta Isaías, quando o jejum era prática comum, Deus mostrou claramente que jejum com ostentação, como meio de justificação, com aparência de piedade, mas sem a humildade e a obediência aos seus mandamentos; tornam-se uma afronta a Deus: “Porventura não é este o jejum que escolhi, que solte os grilhões da iniquidade; desfaça as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos, que repartas o pão com o faminto e vistas o nu?” (Is 58:6, 7).
Concluindo, podemos afirmar com segurança que os cristãos não estão sob uma ordem ou mandamento para jejuar, nem estão proibidos de fazê-lo; mas ao fazê-lo ostensivamente e em dias predeterminados estão seguindo a tradição religiosa que de Deus se apartou; e ao fazer do jejum um sacrifício para obter graça anula a Cristo.

COMO DEVEMOS JEJUAR!!!

 EM DUAS PARTES FALAREMOS DO JEJUM...
JEJUM - I - é a abstinência de toda a alimentação por um período limitado. No passado, jejuns com a motivação correta visavam demonstrar verdadeiro arrependimento em relação a pecados cometidos.
Quando Israel congregou em Mispa, ao norte de Jerusalém, é dito que jejuaram e confessaram: “Pecamos contra Jeová” (I Sm 7:5, 6). 
Quando os Ninivitas souberam que Deus estava para executá-los por causa de sua malícia que tinha chegado até os céus, aquela inteira cidade, de 120 mil almas que não sabia discernir entre a mão direita e a mão esquerda, jejuou.
O jejum também era praticado diante de situações extremas, de grande perigo, que exigiam maior concentração nos propósitos e no livramento divino. Foi o caso nos dias de Esdras quando os Israelitas jejuaram e se humilharam (Ed 8:21).
Quando os judeus, na Pérsia, perceberam que só Deus podia livrá-los da morte diante da grave ameaça por parte de Hamã, que os odiava, foi proclamado um jejum nacional e Deus atentou para a aflição do seu povo usando de Ester (Et 4:3).
Embora na Lei Mosaica não se empregue o termo “jejum”, contudo, o termo “Devem afligir vossas almas” (Lv 16:29-31); entende-se geralmente que isto significa jejuar, e este conceito é apoiado por Isaías e pelo salmista (Is 58:3; Sl 35:13).
Contudo, o mesmo profeta Isaías vivenciou um tempo de pecados gravíssimos por parte do povo, e embora houvesse muito jejum, havia pouca santidade e nenhum arrependimento verdadeiro. Era só aparência e ostentação, mas no fundo pura hipocrisia.
O povo dizia: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Como se Deus não conhecesse o coração. Eram jejuns mecânicos, desprovidos de humildade.
Praticavam idolatria, orgias sensuais, e sacrifício de crianças. Violavam o santo sábado. Deus os exorta que não é este tipo de jejum que O agrada, mas se houver arrependimento de fato, sincero, Deus promete aceitar suas ofertas (Is 58)
Para ser aceitável, o jejum tem de ser acompanhado da correção dos pecados anteriores; de mudança de vida e de atitude. Deus os questiona: Não é este o jejum que escolhi? Que solte os grilhões da iniquidade; desfaça as ataduras da servidão, deixei livres os oprimidos que repartas o pão com o faminto? Que recolham em casa os pobres desabrigados, que cubras o que estiver nu, e não te escondas do teu semelhante?
OS CRISTÃOS e o Jejum: Quando Jesus exercia seu ministério terrestre ele deu os seguintes conselhos: “E, quando jejuardes, não vos mostreis como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa!”.
“Porem tu, quando jejuardes, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para que não pareça aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará” (Mt 6:16-18).
(O breve estudo é a pedido dos leitores, segue a segunda parte)

"PODEMOS SER CHAMADO DE SANTO?

 (24/02/16)
DUAS colocações errôneas que muitos crentes têm, de “santo e de salvação”: Costumo ouvir que “ninguém é santo”, expressão aproximada dos romanistas de que nenhum comedor de feijão é santo, o que quer dizer que pessoas comuns não podem jamais ser chamadas de “santas”; contudo, é fata de ler as Escrituras, particularmente as cartas de Paulo dirigidas às Congregações onde sempre inicia ou termina saudando afetuosamente aos “santos”; as vezes com beijo santo.
Claro que Paulo não está falando de figuras, imagens, ou de pessoas vivendo numa clausura longe de tudo e de todos; estas podem ser mais pecadoras que pessoas vivendo em meio a corrupção do mundo. A pessoa pode viver numa clausura, rezar ou orar o dia todo, e ser terrivelmente pecadora; pode viver em meio ao pecado e não se contaminar. Primeiro porque o pecado nasce no coração; um exemplo é o conselho de Paulo acerca dos que vivem “abrasados” aconselhando-os que se casem (I Co 7:9).
Ao se dirigir aos “santos”, Paulo está falando de pessoas comuns; irmãos em Cristo que haviam aceitado a justificação pela fé e por isso eram declarados santos. Não se tornaram santos por suas obras, méritos pessoais ou aparência exterior, mas pelo sangue remidor de Cristo. O erro é confundir santo com perfeição, pois segundo a Bíblia são palavras e conceituações distintas. Santo não quer dizer perfeito, este é outro alvo lançado por Jesus: “Sede perfeitos, como Perfeito é vosso Pai” (Mt 5:48).
Santo é um termo Grego/Hebraico que tem o sentido de “separados”; pessoa separada como propriedade de Deus e a seu serviço; esta santificação cristã é posicional, com base no sangue remidor de Jesus (Hb 10:10-14). Quando fomos chamados pelo Senhor e atendemos seu convite amoroso somos declarados santos (separados), independente do nosso crescimento e conhecimento, e até mesmo de nosso modo de vida ainda em fase de ajustamento à Palavra e a moral de Deus; pois o fato de estar buscando conhecer e se submeter a Sua vontade é o processo de santificação.
O crente não se torna “santo” por cumprir “regrinhas”, por vestir e ser diferente de todo mundo. Jesus reprovou muitos desses em seus dias e os comparou a sepulcros caiados; a santificação que vem de Deus, através de Seu Espírito, começa no interior do homem; e seu progresso é na medida em que vai obtendo conhecimento e fugindo de toda pecaminosidade; porque a Palavra de Deus é que lava e purifica a mente e o coração, e não posturas religiosas, como penitências e sacrifícios; estas podem atrapalhar o processo gradativo de santificação.
Quanto a ser salvo; muitos cantam “Cristo salvou-me tenho certeza”; cantam como papagaios, mas não tem esta certeza, porque erradamente acreditam que a salvação é algo a ser conquistado por esforços humanos ou pela obediência; estas coisas, quando são frutos da salvação agradam a Deus, mas não conquistam à salvação. Salvação é dom gratuito; não vem das obras; e Deus que nos dá o selo de garantia (Ef 1:13, 14).
Salvação pressupõem libertação, segurança, preservação, cura e perfeição. Neste sentido podemos dizer que a salvação se desenvolve em três etapas. 1-) Quando cremos em Cristo ficamos livres da condenação do pecado original, do qual ninguém escapa; Jesus foi a única exceção. 2-) O cristão continua no processo de salvação sendo salvo do hábito e do domínio do pecado. 3-) Na volta de Cristo o cristão será salvo de todas as fraquezas físicas causadas pelo pecado e dos juízos que hão de vir sobre o mundo.